Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que estereliza os abraços,
não cantaremos o ódio porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
Carlos Drummond de Andrade
(1902-1987)
Cine Brasil
quinta-feira, 16 de junho de 2011
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Desabafo
Nós artistas temos que gritar tanto e tão alto que nos seja possível que e imprescindível o amparo da boa cultura em nossa cidade!, Saibam senhores burocratas a política muda a boa arte permanece, É isso aí senhores artistas intelectuais e produtores culturais deste desde sempre tão mal administrado Brasil. Ou a sociedade se gera por inteiro ou não gera nada, e o que nos restará e trânsito caótico ruas esburacadas lixo e violência são obrigados a ver nossos idosos nas filas da previdência sendo tratados como gados de corte, O sistema educacional esta, estrangulado, o sistema de saúde inexiste Tenho um projeto sendo executado, mas sei que não devo agradecer a nenhum órgão publico, por baterem com a porta na minha cara, por diversas vezes quando fui para captar recursos, sei também que não devo agradecer ao berço da burocracia que aprova La os projetos que lhes convém, arbitrariamente. Onde esta o país que sempre se apresentou como o campo mais fértil para a inversão de todos e quaisquer valores? ~
Anderson. L
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